sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ensaio de um artigo apocalíptico sobre a comunicação de massa e suas relações de poder


Sem ruptura, sem impropriedade,não há conhecimento que aspire a
ser algo mais do que uma repetição ordenadora.
Th.W.Adorno.


Constantes formatos de manipulação massiva se transformam em fatores de extrema importância encontradas nas relações de poder dentro da comunicação de massa, a evolução constante de conceitos modernos de burocratização formal, concentração de poder e manipulação na esfera social.
Em um mundo neoliberal globalizado, o modo de produção capitalista impõe constantes reificações em todos os aspectos, tudo que é passível e possível se torna mercadoria, a industria cultural é uma amostra da mediocrização das atividades culturais, a mídia de massa se torna o leviatã do século XXΙ, ditando as regras conceitos e pré-conceitos, a população é envolvida num estado de letargia mental, a televisão é um importante motor propulsor do niilismo social.
Compreendendo a televisão como ideologia com a tentativa de incutir nas pessoas uma falsa consciência e um ocultamento da realidade, além de procurar impor um conjunto de valores como se fossem dogmas positivos.
Contudo, existe um caráter ideológico formal da televisão, ou seja, desenvolve-se uma espécie de vício televisivo e por fim a televisão converte-se pela sua simples existência no único conteúdo da consciência, desviando as pessoas por meio da fartura de sua oferta daquilo que deveria se constituir propriamente como objeto de sua propriedade.
A televisão desvia a entropia social por via das telenovelas, a população é abduzida pelo fascínio deste mundo surreal; A televisão usada para repressão promove o processo de despolitização a abdicação passiva do consumo e contudo ela serve a manipulação da opinião pública.
A imagem apresentada pela televisão é fragmentada editada e dissolvida, não é sentida como problema, mas como forma de mercadoria, a decadência nas relações humanas se torna um projeto reificado, a religião, violência, miséria e todas as tragédias sociais se transformam em produtos em um mercado com oferta e demanda.
O acréscimo do conformismo no telespectador e o fortalecimento do status quo reduzem ainda mais os homens a um comportamento inconsciente, enquanto põe em claro as condições de uma existência que ameaça com o sofrimento de quem a considera, enquanto promete prêmio a quem a idolatra. A paralisia social não curada, mas reformada.

Aqueles que determinam as regras
São aqueles que detêm o poder.
M. Foucault.

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